Universidade Federal de Santa Catarina
Anais da 5ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão

De 14 a 17 de Setembro de 2005

Trabalho

Área Temática: Educação
Título: História das Drogas Ilícitas
Apoio financeiro:
Apoio de Editais internos da UFSC: Nenhum
Instituicoes Envolvidas:
Tipo de Exposição: Painel
Nome do Autor:

FABIO PAULO DA SILVA

e-mail do Autor:

fabiopaulo@grad.ufsc.br

Fone do Autor:

(48)224-5794

Unidade/Setor:

Curso:

HISTORIA (noturno)

Centro:

CFH

Co-autor(es):

Manuela Cabral Barcellos, Maycon Cassemiro de Oliveira, Tiago Cristiano de Moura

Colaborador(es):

Resumo:
Estabelecer a relação entre a questão das drogas ilícitas e a história é o principal objetivo desta pesquisa. Além disso, mostrar a relevância das drogas nas relações sociais. Também é importante esclarecer alguns conceitos que aparecerão e alguns pressupostos que devem ser explicitados para o melhor entendimento da pesquisa. O conceito de drogas como percebemos hoje, em hipótese alguma pode ser deslocado de nossa contemporaneidade, aos séculos passados. Esse conceito, em que definimos claramente o que é remédio, o que é substância socialmente aceita e o que é droga é uma divisão que nunca existiu. A partir do século XVI, o discurso das elites era de normatizar a sociedade, baseados na Reforma Católica e no Concílio de Trento – o chamado “processo civilizatório”, nomeado por Norberto Elias. Todas as ações tinham como intuito reorganizar os jovens Estados nacionais a partir do controle das ações do indivíduo. A partir desse pressuposto, a interpretação por parte dos dominantes não era mais “a clivagem entre o divino e o demoníaco, mas pelo lícito e o ilícito”. Quando aparecer o termo droga ilícita, tratar-se-á de uma convenção legal, ou assim dizendo, aquelas substâncias proibidas por lei tanto para uso como para comercialização. Embora existam algumas particularidades nas legislações de alguns países. No Brasil, o simples fato de cultivar o arbusto da coca é crime, já na Bolívia o cultivo do arbusto da coca é permitido desde que seja para a obtenção do chá. Enfim, estaremos trabalhando com as drogas ilícitas, segundo a legislação brasileira. Houve a opção de não se trabalhar com a questão da maconha, mesmo contradizendo o que já foi mencionado sobre a legislação. A opção foi pelo simples fato de que a maconha necessitaria uma atenção mais específica, pela sua presença tão forte na realidade brasileira, o que ocultaria o espaço das outras substâncias que tratamos. De fato, no Brasil, a maconha é considerada uma droga ilícita, mas antes de tudo a consideramos uma droga natural. Pode até causar estranheza o fato de não se tratar da maconha e tratar do ópio, que também pode ser considerada uma droga natural e, além disso, podemos dizer que há pouca relevância do ópio no cenário nacional. Reportar-se-á ópio, pois além de poder ser utilizado em seu estado natural, ele é utilizado na produção de morfina e da heroína. Dessa forma, a pesquisa se ateve sobre as seguintes substâncias: cocaína, crack, LSD, ópio, heroína, morfina ecstasy e skank
Palavras-chave:

História das Drogas,Drogas Ilícitas,Entorpecentes