Universidade Federal de Santa Catarina
Anais da 5ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão

De 14 a 17 de Setembro de 2005

Trabalho

Área Temática: Educação
Título: RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO NA ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA CELSO RAMOS
Apoio financeiro:
Apoio de Editais internos da UFSC: Nenhum
Instituicoes Envolvidas:
Tipo de Exposição: Painel
Nome do Autor:

GISELE IANDRA PESSINI ANATER

e-mail do Autor:

giseleiandra@yahoo.com.br

Fone do Autor:

(48)348-6809

Unidade/Setor:

Curso:

LETRAS-LINGUA PORTUGUESA E LITERATURAS

Centro:

CCE

Co-autor(es):

Esther Arnold

Colaborador(es):

Resumo:
Este trabalho é resultado da observação realizada no 1º ano do Ensino Médio da Escola de Educação Básica Celso Ramos, turma 103-matutino, com 30 alunos e inclusão de cinco surdos. Na sala há intérprete de Língua de Sinais e foram observadas três aulas. Este número deveu-se à orientação da professora da disciplina de Metodologia do Ensino de Português, a qual solicitou que fossem observadas aulas durante uma semana. A turma possui apenas três aulas semanais de Língua Portuguesa, uma na terça-feira e duas aulas na sexta-feira. Os dias observados foram: 14 e 17 de junho de 2005. A docente dessa disciplina é admitida por caráter temporário (ACT) e este é o primeiro ano de trabalho dela no colégio. A turma não possui livro didático e ela "passa" o conteúdo fragmentado, porque não divide essas três aulas em Gramática, Literatura e Produção Textual, abordando os conteúdos, de forma que cada encontro aconteça dessa forma. Aplicamos questionário para a professora e para os alunos, com o intuito de levantar informações para embasar o estágio que será realizado neste semestre (2005/2). O trabalho ainda contempla a observação realizada em uma turma de 5ª série do Ensino Fundamental da mesma Instituição. Mas queremos com este destacar o que foi observado no 1º ano do EM e enfatizar as dificuldades da professora diante dessa situação. Como formandas do Curso de Letras-Português, precisamos nos conscientizar dessa realidade que é hoje a inclusão e que para muitos é sinônimo de deficiência e não de diferença, e longe do preconceito buscamos evidenciar a cultura Surda e valorizar sua língua dentro do âmbito educacional, principalmente.Percebemos com essa pouca estada em salas de aula o quanto é difícil ser professor, principalmente em uma turma inclusiva. Nós (estagiárias) que conhecemos um pouco da língua do surdo, da sua cultura, do seu movimento e das suas lutas achamos que temos capacidade para enfrentar esse ambiente, mas não somos super-heróis e por isso provavelmente enfrenteremos obstáculos. O ideal, para nós, seria uma turma só de surdos, com professores e alunos bilíngües, para que assim fosse priorizada a língua da maioria e respeitada a sua cultura.
Palavras-chave:

Ensino,Língua Portuguesa,Inclusão de surdos